Juiz acatou argumento do Ministério Público de que equipamento, instalado há dois anos, coloca em risco a vida dos usuários
Desde a instalação do elevador do Fórum de Cambé, há dois anos, para atender portadores de necessidades especiais e idosos, o equipamento nunca funcionou adequadamente. Em função dos transtornos, a promotora Adriana Lino ajuizou ação contra o governo do Estado. “O Estado tem 60 dias para adequar o equipamento às normas da ABNT ou fazer sua substituição”, afirmou Grota. De acordo com o laudo de perícia do Corpo de Bombeiros, entre os problemas apresentados no elevador estavam: defeito no sistema de trava de segurança das portas do piso superior, oferecendo risco de queda às pessoas; ausência de sistema de ventilação, com risco de asfixia aos usuários; ausência de informação sobre a capacidade do equipamento quanto ao número de pessoas e peso; ausência de sistema de proteção e reabertura das portas. O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) é a entidade responsável por fiscalizar e garantir a manutenção dos elevadores - seja ela realizada por empresas especializadas ou pelos fabricantes. O gerente regional da entidade em Londrina, engenheiro Jefferson Oliveira da Cruz, faz um alerta: “Ao contratar a empresa, deve-se exigir que esta apresente seu registro junto ao Crea. Sem este documento, a empresa não está habilitada para atuar na área”. Em Londrina, sete empresas estão credenciadas pelo conselho para fazer manutenção de elevadores. Para conseguir o registro é preciso que a empresa apresente um engenheiro mecânico como responsável técnico. Os prédios que têm uma empresa especializada fazendo a manutenção do equipamento precisam ter a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) afixada em sua portaria. “Quando o prédio não possui a ART é dado um prazo de 10 dias para que contratem a empresa habilitada pelo Crea, sob risco de autuação”, afirma Cruz. De acordo com o engenheiro, hoje em Londrina são raros os prédios que não cumprem com essa exigência. No ano passado, segundo ele, foram fiscalizados 478 edifícios, menos de 5% não possuíam a ART. O prédio da Urolit – Hospital do Rim – cujo elevador caiu no domingo, possui ART, de acordo com o Crea. O engenheiro mecânico e conselheiro do Crea, Pedro Maia Filho, explica que o correto é a manutenção dos elevadores ser realizada mensalmente. “São avaliados cabos de aço, motor, dispositivos de segurança, sistema de freios, entre outros”, explica. Segundo Maia, a ruptura de cabo de aços vai depender do tempo de uso. “Um cabo de aço tem durabilidade de 15 a 20 anos, dependendo do uso e da manutenção que é feita”, afirma.
As três mulheres vítimas da queda do elevador do Hospital do Rim (Urolit), no domingo, ainda estão hospitalizadas e em observação no Hospital Evangélico (HE). Uma delas, Judite Santos Fontolan Bossa, 46 anos, quebrou os dois tornozelos e ainda teve fratura na região lombar. Giselle Fontolan Marques, 35 anos, quebrou a perna esquerda e Mirele Fontolan Bossa, 33 anos, sofreu um trauma abdominal. Elas haviam ido ao Urolit para fazer uma visita a um familiar. Reprodução RPC TV |